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Ricardo Teixeira

O tópico de hoje é

O tópico de hoje é "Chefias difusas"… Curioso(a)?

- Tempo de Leitura: 3 min. 10 s.


Numa estrutura normal, as sociedades de advogados têm um grupo de sócios que comanda as "tropas". Outra regra, que, existe é haver uma reunião de sócios com alguma periodicidade. E em modo de nota… Se não existe essa reunião de sócios é porque algo está mal na organização... 

Quando temos mais do que 2 sócios e não existe a figura do "Managing Partner" a confusão muitas vezes instala-se no seio da organização… Principalmente, quando não existem procedimentos escritos!

 

Quantas vezes o advogado ou alguém do staff recebeu duas ordens precisamente em direção contrária?...

 

Soa-lhe familiar? Pois é… Este é um dos flagelos que aflige qualquer escritório de advogados e principalmente que faz parte da equipa, porque cada vez que eu pergunto se isto acontece aos sócios, 80% das vezes dizem que não. Que estão sempre sintonizados… Mas quando eu pergunto ao Staff dizem-me 80% das vezes que não estão sintonizados… Duas realidades opostas…

 

Há pouco tempo estive num escritório de advogados onde mais uma vez assisti, ao vivo e a cores, a "mesma cena"… Mais um "Deja Vu"… Logo me sugeriram que escrevesse algo sobre esta temática e cá estou eu! Mas como é que os escritórios diagnosticam e minimizam estas situações?

 

Muito simples! Chama-se DDC! O que é? Vamos ver:

 

Diagnóstico. Devem ter a coragem para ouvir a equipa e perceber se este é um cenário que acontece. Se acontece, averiguar quando acontece, em que tipo de situações, com que pessoas… É necessário identificar causas e padrões. ATENÇÃO: Não é uma "caça às bruxas"! Não queremos achar culpados! Queremos sim resolver e tornar a organização mais eficiente. Esse deve ser o espirito para que as pessoas possam colaborar;

 

Definição. Se o conjunto de sócios não deseja ter a figura (rotativa) do managing partner, então, deverá atribuir áreas de responsabilidade a cada sócio, onde os restantes dão-lhe autonomia de decisão, definindo de forma clara e objetiva quais os limites. Poderá ser, por exemplo, o montante máximo de investimento, a equipa que gere, etc. O mais importante é que haja uma definição clara do que cada um pode fazer. Não menos importante, a equipa deverá saber de forma clara quem gere o quê;

 

Conflitos. Já sabemos, por experiência (já são 19 anos…) que vão haver conflitos! Ou seja, vai acontecer que um dos sócios se esquece do que está definido e em situação de stress ou pressionado ou por outro motivo qualquer vai "meter foice em seara alheia"… Para se evitar qualquer mal-entendido que poderá levar a situações limite que não queremos, deverá ser definido um procedimento entre os sócios. Não pode haver o que eu chamo de "nacional porreirismo"; ou seja, achar que somos todos amigos e que nunca vai acontecer, porque garanto-vos que vai! Chama-se Lei de Murphy!

 

Lembrem-se que: "Gerir é substituir músculos por pensamentos, folclore e superstição por conhecimento, e força por cooperação." Peter Druker

 

Espero que tenham uma grande semana, cheio de energia e acima de tudo com muito KI!

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